Cláudio Bettega Em Cena

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Terça-feira, Junho 27, 2006




Lançarei meu livro sexta-feira, dia 30, às 20 horas, no Café do Teatro. Espero todos.





postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 4:02 PM Comments:



Segunda-feira, Junho 26, 2006






À venda nas livrarias Guerreiro e do Chain, por dez reais. Quem for de outra cidade, deposite 15 reais na conta-poupança da Caixa Econômica Federal Número 4941-2, agência 372, e mande o comprovante para Rua Des. Aristóxenes Bittencourt, 121, Curitiba-Pr, Cep 82800-040, com seu endereço, que receberá em casa por correio.


postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 2:38 PM Comments:



Quarta-feira, Junho 21, 2006



No próximo final de semana, dias 24 e 25, estarei, às 21 horas, com uma montagem experimental do grupo Trëma, do Pé no Palco. São cenas rápidas, marcadas pela contenção, que criamos a partir de personagens também criados por nós. É uma montagem bem diferente, quem quiser está convidado, a entrada é livre. Conselheiro Dantas, esquina om João Negrão, de fronte à churrascaria paiol. Enquanto isso, vou ensainado duas peças n´Os Saltimbancos, que estrearão no final de julho, e hoje recebo os exemplares do meu livro de poemas "Busca", que terá lançamento em breve.

postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 10:28 AM Comments:



Sexta-feira, Junho 09, 2006



Queria mais é que o MLST se juntasse ao PCC, ao CV, ao MST e aos favelados da rocinha e todos juntos invadissem o Palácio do Planalto, o Congresso, o prédio do Judiciário, as agências dos bancos milionários... Baderna? Baderna é esse país há 500 anos, baderna é essa turba de mensaleiros escrotos sendo inocentados pela horda de coleguinhas filhos da puta, baderna é empunhar o discurso da ética pra assumir o poder e mimetizar-se aos outros tradicionais, baderna é aparelhar o estado com 40 mil cargos, baderna é pensar só na ortodoxia macroeconômica enquanto o povo empobrece. Ah, mas baderna não se paga com baderna. Sei. Na frança os estudantes foram às ruas pra mudar uma lei que não lhes interessava. Aqui alguém vai às ruas? Só quando a Globo impulsiona a cabecinha do povo com série de TV. Lembro das passeatas fora-Collor, até a música do Caetano que era tema de ANOS REBELDES era tocada nos carros se som. AH, desculpem. O povo vai às ruas sim. Quando o Brasil ganha jogo em Copa do Mundo.


postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 11:50 AM Comments:



Segunda-feira, Junho 05, 2006




Absurdo momento
em que a brisa me trai
Em que meu corpo
cai no opaco seco
Em que meu eu
se esvai
por qualquer fresta
de sentimento lento
Minha voz
se cala
Quem fala
é meu coração
perdido
que mastiga um doer
maldito
que regurgita
um sangue ferido
bombeando todos
os meus espaços
com o temor
dos fracassos

cláudio bettega, num doído 05.06.2006



postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 4:05 PM Comments:




Não sei por quê, mas dói. Dói-me viver, dói-me estar vivo, dói-me cada momento em que tento uma ação diferente das outras às quais já estou acostumado. Ah, vá, até o que já é sabido, dói-me também realizar. Meus movimentos são lentos, meu coração tenta suportar essa dor que não sei de onde vem. Vejo pessoas realizarem ações num upa, e eu aqui, lento, procurando um motivo pra não chorar. A poesia nasce, me invade e me consola por alguns instantes, pra dali a cinco minutos o choro vir em cascatas abundantes. O sentimento de deslocamento é total, incomparável, predominante. O desejo de acertar, de me encaixar, é ferro ardente a todo momento, e os obstáculos me entorpecem. Pessoas não entendem o que acontece dentro de um movimento que não domino, dentro de um movimento que, em verdade, me domina - a letargia. Eu luto, luto muito, mas tudo é difícil. As emoções disparatas são cruéis, torturadoras.
Meu íntimo pensa em tudo que se passa a minha volta, tento pensar em tudo com muita pureza, tento não magoar ninguém, tento ser agradável. Mas estou distante do real. Talvez tudo isso seja definição do que acontece comigo por ser um perdido poeta.



postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 1:37 PM Comments:




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