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Sábado, Agosto 26, 2006
esse frio me desatina
me domina
determina
uma esfera perdida
quero o calor
do amor
quero a visão
do claro
luar cheio
numa noite
cheia do mel
bem caro
do teu beijo
te desejo
em qualquer clima
mas nosso calor
me pôe pra cima
by cláudio bettega, em 26.08.2006
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 12:36 PM
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Quinta-feira, Agosto 24, 2006
vida que te sinto vazia
vadia
sangue de absinto
beijo o copo como fora
teu corpo
me sinto morto
distante até da saudade
perdido, sem liberdade
quero um pedaço de pão
mesmo que amanhecido
quero um beijo
de qualquer
jeito
um peito
a me consolar
quero gritar
a dor
quero sair
do torpor
vaga vida à deriva
vaga vida sem vida
by cláudio bettega, em 24.08.2006
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 11:55 AM
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Quinta-feira, Agosto 17, 2006
Abasteço meus tristes olhos com imagens vadias, perdidas no tempo e no espaço, soltas no mundo e no vento. Busco-as no côncavo e no convexo, elaborando ao extremo seus significados abrangentes e configurando-as junto a palavras fortes, marcantes. Assim, através de símbolos, transformo e interpreto a mensagem, retenho e perpetuo o conhecimento.
Busco também a conexão exata que me permita enxergar um longo infinito multicolorido que enriqueça minha vida e liberte meus sonhos. Estes, os sonhos, quando belos e apenas sonhos, são componentes únicos de uma esfera benfazeja que nos revigora a mente, que nos fortalece o espírito. Porém, quando reais e negros, trazem-nos o terror e a crueldade do cotidiano multifacetado e torpe. E viver este cotidiano é inevitável. Mas ter sonhos que sejam apenas sonhos é indispensável.
by cláudio bettega, em 29.07.1998
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 2:12 PM
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Quarta-feira, Agosto 16, 2006
Cleidenarda saiu. Quis sair, então saiu. Talvez não devesse, quem sabe mesmo não pudesse, mas não adianta, quis sair, saiu. Saiu Cleidenarda, Cleidenarda saiu. Saiu e saiu, pronto. Assim, pelo portão, como todo mundo. De blusa, calça e sapato ela saiu. E quando saiu, assim, pelo portão, de blusa, calça e sapato, Cleidenarda foi em direção ao ponto de ônibus. Como todo mundo ela foi, caminhando, olhando em volta e tudo o mais. Foi. Saiu, passou pelo portão e foi ao ponto de ônibus. E quando lá chegou, ao ponto, depois de passar pelo portão vestindo blusa, calça e sapato e caminhar olhando em volta, Cleidenarda começou a esperar o ônibus. No ponto, Cleidenarda esperava o ônibus, ônibus desses grandes, com roda, motor e carroceria. Carroceria bem grande, porque o ônibus que Cleidenarda estava esperando, depois de sair pelo portão e caminhar até o ponto, era grande, bem grande, desses que carregam gente. Essa gente que vai no ônibus grande que Cleidenarda estava esperando no ponto, depois de sair pelo portão e caminhar, deve também sair, do mesmo jeito que Cleidenarda, passando pelo portão, de roupa e tudo. E depois deve caminhar olhando em volta e chegar ao ponto. Aí, quando chega ao ponto, todo mundo espera o ônibus e entra nele, onde cabe bastante gente, porque ele é bem grande. E todo mundo que entra no ônibus é gente, mas lá dentro vira gado, porque o motorista é grosso.
by cláudio bettega, em 10.08.1998
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 8:42 PM
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Quarta-feira, Agosto 09, 2006
hoje, quarta-feira, dia 9, a turma de teatro-cinema do pé no palco, da qual faço parte, estará, devido a muitos pedidos, reapresentando a montagem "museu de teatro". nosso processo de trabalho está focando a contenção, a economia, visando a linguagem de cinema, e a câmera será o olho do espectador. espero você lá.
Pé no Palco: conselheiro dantas, 20, esquina com joão negrão, de fronte à churrascaria paiol.
21 horas. ENTRADA FRANCA.
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 9:02 AM
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