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Sexta-feira, Setembro 29, 2006
assim eu voto:
gustavo fruet 4567
andré passos 13333
gleisi 131
requião 15
cristovam buarque 12
espero sinceramente que haja segundo turno. quero ver o pt e o psdb tentando provar quem roubou menos e quem fez menos cagada até hoje.
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 11:20 AM
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Quinta-feira, Setembro 28, 2006
mais do meu amigo julio
Poema de Tigres
As garras são meus olhos,
Esses que eram de qualquer outro,
E na ousadia de minha madrugada
Os instalei de súbito em meu corpo.
Olhos renascidos de não morrer
Onde a morte lhes visita a gravidade.
Instantâneos e profundos como a saudade:
Noturna matinal arenosa e incômoda.
Lobos aves folhas e olhar de um poço,
Labirinto circular de meus passos felinos,
O tigre dos gritos do meu corpo
Arrasto e não ouvem - desfolho sem
Saber, o intento no meu rosto.
O meu sorriso não tem dizer.
Tigres de vôos não vistos,
Não há como ver a altura do imprevisto;
Nem como fugir a fuga dos que tem sina;
Nem como ser luz do que perdeu a vista,
Sem ser brilhar e entorpecer.
Os designados nunca são inteiros
Carregam em seus passos pés dilacerados:
as pernas e os fatos e as dores.
Não há destino exato para a semente no deserto.
Para implacável incerteza desperta.
Para o doer de tigres que desperto.
No tigre dói a não investida,
E assim o tempo cria em mim suas dores.
Se persigo veloz tudo que quero:
O fel tenho do não ter e das vontades;
Se passeio ronda a fera como fera,
A vontade que era grande me dilacera.
Sedento da fonte que não seca,
Faminto nas raízes da terra.
Quebro a armadilha do labirinto:
Inimigo do transitar das presas,
A prisão do desejo me encarcera.
O gemido solitário do secar das ervas:
São explosões inimagináveis do que se queima,
Fogo: angústia nas garras - olhos,
Captura a dor e a corrida do que vejo.
Não chamarei de tristes as afiadas unhas,
Nem de solitárias as vítimas da caçada.
Há os que praguejam seu destino.
Há os que o destino afaga e cala.
Há no círculo de luz a funda vala
Da fogueira extasiada de algo haver faltado:
Dois dias dois sábados dois olhos,
Ou a mágoa não ter evaporado,
Ou a viagem interceptada de lábios
Que queimariam a febre da fogueira.
Quebro nesta tarde com meu correr de tigre:
O braço da sina que me abraça.
Deixem-me por entre flores negras,
Por entre minhas não suavidades:
O tigre que sou - Só garras.
O homem que sou - Só olhos.
Julio Almada, Hora Tenaz
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 9:58 AM
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Segunda-feira, Setembro 18, 2006
eis que conheço outro poeta embaixo do manto curitibano...
Testemunha
O Mar é o manto
Do choro lento
Do leve pranto
Da dor do tempo.
Julio Almada, Hora Tenaz
Farpas
faca por aqui não é:
Arma branca.
É arma branda.
Armados de tenazes
dissimulares
com garras de angústias
e sombra nos olhares:
Os outros e os outros
em mim, combatem:
A luz da minha sombra.
Julio Almada, Hora Tenaz
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 3:13 PM
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Quinta-feira, Setembro 14, 2006
Cláudio,
Demorei em escrever-te porque desejava primeiro ler e recitar
"BUSCA".
Só um gênio poderia misturar consciência - subconsciente, e cuspir
no
mundanismo, sem ofender ninguém.
Parabéns
Ernani
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 2:59 PM
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Quinta-feira, Setembro 07, 2006
"...grande pátria desimportante
em nenhum instante
eu vou te trair...
...não, não vou te trair..."
cazuza
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 3:09 PM
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Quarta-feira, Setembro 06, 2006
Madrugada fria em minha mente, mas lá fora sol inclemente em tarde quente. Abandono então o clima ruim, e caminho passos imaginários pelos calçadões e praias dos sonhos, recitando a poesia mais visceral e maldita, teatralmente composto a espumar libelos de liberdade. Um vento me banha a face tensa, gotas de suor se vão com ele, tomo um gole de algum álcool e trago algum veneno. Meu corpo recebe a luz do refletor sol, sou ator, estou no palco das ruas, no convés das naus da arte, no tablado das performances encantadas. Melpômede e Talia desenhadas em minha gravata, a tragédia e a comédia ditando o rumo do sumo teatral, do texto perfeito, que proclamo com aberto peito, para, do público, o total estado de deleite satisfeito.
by cláudio bettega, em 20/06/2004
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 11:47 AM
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Sexta-feira, Setembro 01, 2006
lá fora chove
e aqui no meu
eu
as lágrimas escorrem
dos olhos
do coração
da alma
não consigo
encontrar a
calma
que me equilibre
a emoção
estou perdido
sem uma paixão
meu canto é sofrido
e não encontra
a multidão
só me encontro
comigo
num cotidiano
sem razão
by cláudio bettega, em 01.09.2006
postado por: CLÁUDIO HENRIQUE FRANCO BETTEGA 1:51 PM
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